Acessibilidade Web: como fazer um site acessível com passos básicos

Matéria Growunder – Lisboa

Abordagem do Mercado Europeu

A criação de um site acessível e inclusivo parece um quebra-cabeças para muitos, mas é cada vez mais incontornável. Comece já a preparar-se com estas sugestões…

Acessibilidade porquê?

Em primeiro lugar, apostar na Acessibilidade dos sites é a coisa certa a fazer. É uma questão de ética, acima de tudo, que vai ao encontro do conceito de uma sociedade digital inclusiva, uma preocupação cada vez mais premente dos governos e das suas políticas.

Além disso, é uma forma de alargar a audiência potencial a que podemos chegar. Na União Europeia, há cerca de 80 milhões de pessoas que sofrem de algum tipo de deficiência e o crescente envelhecimento da população vai aumentar esse número. Já no Brasil, existem mais de 50 milhões de pessoas com deficiências visuais.

Há dados que apontam que, em 2020, haverá mais de 120 milhões de cidadãos europeus com incapacidades, quer sejam pessoas cegas e surdas, quer tenham deficiências auditivas e visuais ou dificuldades funcionais e intelectuais.

Também temos que considerar a antecipação de Legislação futura que acabará por tornar a acessibilidade obrigatória.

A 3 de Maio de 2016, a Comissão Europeia apresentou uma proposta de lei que torna a acessibilidade obrigatória em todos os sites governamentais dos Estados-membro. Estamos a falar de páginas de Internet de organismos públicos, desde serviços administrativos a judiciais, passando por universidades, hospitais e bibliotecas e a realidade não tardará a ser mais abrangente, incluindo também o sector privado.

Acessibilidade para quem?

Tornar os sites acessíveis não tem apenas, como alvo as pessoas com deficiência. O conceito de acessibilidade vai ao encontro do princípio de universalidade da Internet que é também o grande poder do World Wide Web.

Assim, estamos a falar de tornar um site mais fácil de utilizar por toda a gente (mesmo a que não tem incapacidades).

Voltando à questão do envelhecimento, a Europa é o continente com mais idosos em todo o mundo e a Acessibilidade também tem como particular alvo as pessoas mais velhas, que têm dificuldades de visão, que ouvem mal ou têm incapacidades físicas ou motoras.

Descobrindo como produzir um site acessível!

O Instituto Humanus tem toda uma equipe especializada para adequar o seu site, portal, aplicativo e e-commerce para as diretrizes da acessibilidade; consulte-nos.

 

Brasileiro inventa tradutor de linguagem de sinais via smartphone

Professor Manuel Cardoso, criador do Giulia

Por: Fernando Paiva – Revista in Compartilhar

Existem cerca de 10 milhões de deficientes auditivos no Brasil, dos quais quase 5 milhões possuem surdez severa. Muitos não sabem português e se comunicam exclusivamente por LIBRAS, a língua brasileira de sinais. A impossibilidade de escutar gera dificuldades diárias para essa população, inclusive em tarefas banais do dia a dia, como fazer compras no supermercado ou perguntar onde fica o banheiro em um estabelecimento comercial. Pior ainda é se precisarem de atendimento em serviços essenciais, como saúde. Em hospitais, se não conseguirem levar consigo um intérprete, os surdos correm o risco de receberem diagnósticos equivocados e terem prescritos remédios errados. Por outro lado, muitas fábricas costumam contratar surdos para cumprir a cota obrigatória por lei de ter 5% da força de trabalho composta por deficientes, no caso de empresas com mais de 1 mil empregados. Eles costuma ser preferidos porque não possuem nenhuma limitação física. Porém, a dificuldade de comunicação os impede de crescer dentro das companhias, pois ficam alijados dos treinamentos corporativos. Para ajudar a comunidade surda, o professor Manuel Cardoso, da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), criou uma tecnologia de leitura de gestos através de um aplicativo móvel, usando os sensores presentes no smartphone e algoritmos com inteligência artificial.

“A surdez é uma deficiência invisível. Quando você vê um cego você sabe que se trata de um cego. Já o surdo você não sabe, a não ser que tente conversar com ele. Isso dificulta a elaboração de políticas públicas. Em uma sociedade onde a comunicação ganha cada vez mais relevância, os surdos ficam ainda mais excluídos”, diz Cardoso, em entrevista para Mobile Time.

Com sua empresa Map Technology, Cardoso desenvolveu um aplicativo chamado Giulia (Android) que utiliza três sensores do smartphone para captar os gestos de quem fala LIBRAS: acelerômetro, giroscópio e magnetômetro. O telefone precisa estar preso a um dos braços do usuário, usando uma braçadeira, como essas típicas de quem faz jogging. Com o app ligado, o smartphone entende os gestos e os traduz para voz, de maneira que ouvintes que não conhecem LIBRAS consigam entender o que o surdo, dono do telefone, quis dizer. E também faz o contrário: traduz textos e frases faladas em português para LIBRAS, usando como avatar um boneco inspirado na figura do professor. Na prática, Cardoso inventou uma tecnologia de gesto para texto/fala e de texto/fala para gesto, similar àquelas de texto para fala e fala para texto, conhecidas como STT e TTS, nas siglas em inglês.

Na linguagem oral as pessoas têm diferentes sotaques e formas diferentes de falar. Em LIBRAS acontece a mesma coisa: a execução de um mesmo gesto é feita de maneira diferente por cada pessoa, às vezes mais ou menos rápido, ou de forma mais ou menos expansiva. Para superar esse obstáculo, foram adotadas técnicas de inteligência artificial, para que o aplicativo aprenda como seu usuário executa os sinais.

“A mesma pessoa não faz exatamente o mesmo sinal duas vezes. Da mesma forma como falamos de forma diferente a cada vez que falamos, também nos expressamos diferentemente com gestos. É um problema totalmente não linear. Então adotei uma abordagem com deep learning e inteligência artificial. É uma inovação disruptiva. Ao contrário das anteriores, que serviam para a comunicação do ouvinte para o surdo, agora é do surdo para o ouvinte”, compara Cardoso.

Com a colaboração de aproximadamente 100 deficientes auditivos durante a fase de testes, foram escolhidos 300 sinais para compôr o dicionário inicial de Giulia. O usuário precisa ensinar o app a maneira como realiza cada um deles. Na prática, é uma espécie de treinamento do aplicativo em cada smartphone, por cada pessoa surda. Esta executa cada um dos sinais cinco vezes, para o algoritmo aprender sua forma de expressá-lo. Essas informações ficam gravadas na nuvem: se o usuário perder o celular, basta reinstalar o app em um novo aparelho e recuperar o tradutor já treinado.

Os 300 sinais escolhidos inicialmente compõem um vocabulário básico para necessidades rotineiras. A ideia é ampliá-lo gradativamente, sempre com a ajuda da comunidade de pessoas surdas. Aliás, o projeto conta com o apoio do Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines).

“O Giulia não substitui LIBRAS e nem a necessidade de as pessoas ouvintes aprenderem LIBRAS. É uma tecnologia que facilita a comunicação em ambientes de alta prioridade para os surdos. E vale lembrar que LIBRAS não consiste apenas da movimentação de um braço, mas também da expressão corporal e facial”, ressalta Cardoso.

O professor já solicitou a patente da invenção no Brasil e no exterior. Ele tem planos de internacionalizar o aplicativo, fazendo com que aprenda as línguas de sinais de outros países.

Vale destacar que Cardoso tem longa experiência com o desenvolvimento de tecnologias para acessibilidade, tendo desenvolvido décadas atrás um mouse controlado pelos olhos, para permitir que um tetraplégico usasse um computador pessoal.

Mais funcionalidades

Além do tradutor, foram incorporadas outras funcionalidades ao aplicativo, como uma babá eletrônica, que faz o telefone vibrar quando escuta o choro de um bebê – a ferramenta foi desenvolvida a pedido de mães surdas. Também há uma ferramenta para a geração de sinais a partir da leitura de QR codes, funcionalidade adotada por empresas em comunicados internos pregados em murais, para que seus funcionários surdos possam entendê-los. Está nos planos desenvolver no futuro um alerta em caso de buzinas, outro problema vivido pelos surdos no dia a dia, quando andam pelas ruas das grandes cidades.

Apoio da indústria

O aplicativo está sendo testado por funcionários surdos das fábricas da Honda e da Whirlpool em Manaus. Além disso, recebeu o apoio da Alcatel, cuja família mais recente de smartphones passou pelo processo de homologação da Map Technology para o uso da Giulia. A TIM, por sua vez, incluiu o app em seu programa de Open Innovation. “Ficamos encantados com o projeto, que é de grande impacto social. O que conseguimos fazer é abrir portas para eles. Damos suporte para trazê-los para o ecossistema de telecom. Isso significa aproximá-los dos fabricantes de terminais, entender a interação do app com o smartphone e com as redes de telecom e abrir canais para distribuir a solução”, explica Janilson Bezerra, diretor de inovação e desenvolvimento de negócios da TIM. A operadora pretende ajudar a levar o Giulia para a Itália, com apoio de sua controladora, e também adotar a solução internamente, para seus funcionários no Brasil, o que facilitará a contratação de pessoas com surdez severa.

Aconteceu mais uma reunião presencial do Instituto Humanus

Aconteceu na data de ontem, 21.02 – em São Caetano do sul no Hotel Mercure, mais uma reunião do Instituto Humanus.  Na oportunidade, foi apresentado o projeto Isenções Familiar, onde nossa diretora Martinha irá encaminhar propostas para apresentarmos para entidades parceiras do Instituto, dentre elas a APAE e AACD na etapa inicial da proposta.

Este projeto, em complemento ao CIV, faz parte da proposta do Instituto em levar ações de Mobilidade com maior acessibilidade na hora de se adquirir um veículo novo para condutores e não condutores PCD´s e PNE´s.

Além disto, discorreu-se sobre a proposta do Adesivo Tátil Promocional e a parceria com a M2T. No mesmo encontro foram fechadas parcerias de trabalho entre os participantes para a implementação do Processo de Reengenharia Mercadológica PCD, bem como definido a participação de cada uma das empresas parceiras do Instituto.

E, ao final ainda tivemos a oportunidade de comemorar o aniversário da nossa associada Martinha com um delicioso bolo. Um evento inesquecível e muito produtivo para os participantes. A ata com a reunião será publicada no Grupo do Instituto.

 

Instituto Humanus participa da palestra Incentivos Fiscais para Captadores de Recursos

Nesta última segunda feira (30.10.2017), o presidente do Instituto Humanus – Rodolfo Sonnewend, participou da palestra sobre Incentivos fiscais promovida pelo Instituto Filantropia. A palestra foi proferida pelo eminente professor Michel Freller, que é especialista em empreendedorismo social, palestrante, professor, consultor e facilitador.

Administrador público formado pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, mestre em Administração pela PUC-SP, com aperfeiçoamento em gestão, formatação de projetos e captação de recursos, tanto no Brasil, quanto no exterior. Participa ativamente de organizações sem fins lucrativos há mais de 20 anos. Como consultor, desde 1993, desenvolve seu trabalho com ênfase em planejamento, reorganização administrativa-financeira e mobilização de recursos com e sem incentivos. Tem participado de diversos encontros de fundraising em diferentes países.

Na oportunidade, além de lançar o seu livro, o professor Freller expôs sobre as dificuldades que as ONG´s vem enfrentando na apresentação de projetos e disponibilização de fundos. Para maiores informações, visitem o site www.filantropia.ong

Presidente Rodolfo Sonnewend – Humanus (esquerda) e Professor Michel Freller – durante o lançamento do livro Incentivos Fiscais para Captadores de Recursos

PESSOAS COM DEFICIÊNCIA PERDEM DIREITO A ISENÇÕES EM MINAS GERAIS!

Governo Pimentel / PT conduz o país na contramão das conquistas sociais dos PCD´s

Minas gerais está correndo na contramão da história e pessoas com deficiência perdem seus direitos. eEnquanto os outros estados mantêm os direitos preservados. Dita a Lei 8989, infelizmente ultrapassada como muitas outras leis neste país, que dispõe sobre a Isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI, na aquisição de automóveis para utilização no transporte autônomo de passageiros, bem como por pessoas deficiência e como esta lei é federal continua vigorando em Minas Gerais, o que não ocorre com o direito de isenção de ICMS e IPVA que são impostos estaduais.

Desrespeito e vergonha para os mineiros perante todo Brasil. Mais que vergonhoso ainda é perceber a violação de direitos que conquistamos “indo ralo abaixo” com o mais novo Decreto 47180/17 sancionado pelo Governador de Minas Gerais Fernando Pimentel do PT. Decreto este que aborda mais tópicos e pode ser baixado para seu computador aqui neste link.

Resumindo, um pouco, sobre este decreto com algumas considerações do despachante e também pessoa com deficiência Jackson Santos. Entenda um pouco do que perdemos:

1- O Decreto 47180/17, interfere diretamente na política de preços das montadoras do Brasil, ao não permitir as isenções do ICMS e IPVA aos veículo que tiveram redução de componentes de segurança e conforto para manutenção do valor até R$70 mil, ou seja, somos prejudicados duplamente, pela imbecilidade da lei local como também sermos privados de acessar um carro “completo” em detrimento também da política arcaica e maldosa do Confaz, que teima em não reajustar o patamar estagnado desde 2009.

2- Por presunção de culpabilidade, tal decreto também passou a EXIGIR que os condutores autorizados indicados no processo, recaíssem somente por parentes em primeiro grau direto (Pai/Mãe/Irmão/Filhos) ou segundo grau parental (esposa/marido), ou motorista com vínculo empregatício.

3- Outro artigo do decreto é que os motoristas autorizados TEM QUE RESIDIR no mesmo município que o requerente, não importando a distância, ou seja, por exemplo, se o deficiente residir em BH, não poderá indicar os pais, se eles residirem em Contagem, Nova Lima, Sabará, cidades que distam a menos 7 KM do centro de Belo Horizonte.

4- Foi criado um laudo médico ESPECÍFICO para o PCD NÃO CONDUTOR. Com isso, provocará mais dificuldades para obtenção da consulta médica junto ao Serviço de Saúde da Rede Pública, que terá que emitir 1 Laudo para a Receita Federal e outro para a SEF MG.

5- Após o famigerado Decreto, o Secretário da Fazenda MG, sancionou a RESOLUÇÃO 5010, que desgraçadamente determinou SEM EFEITO a todas as autorizações concedidas do ICMS/MG, ou seja, quem obteve a Isenção e não adquiriu o veículo, teve sua isenção cancelada, e para obtê-la novamente terá que requerer novo pedido sob o novo formato.

Grupos ligados aos direitos das pessoas com deficiência irão recorrer tanto para revogação deste decreto como para atualização da Lei 8989 sancionada em 24/02/1995.

Instituto Humanus participa da Primeira REHAFAIR – Feira Internacional de Tecnologias Assistivas, Empregabilidade e Esporte Adaptado

No último dia 20.10, o instituto Humanus, na figura do seu presidente Rodolfo Sonnewend; proferiu a palestra sobre Marketing Inclusivo durante o evento da Primeira REHAFAIR. O evento, ocorreu no Anhembi e contou com diversos convidados entre eles a secretária Geral do Instituto Luciene P. Jodar do Prado e a nossa diretora Marta de Almeida Machado. Na oportunidade foram apresentados as estratégias sobre Marketing Inclusivo, além da parceria com uma agência de Publicidade PCD.

 

Nas fotos o nosso presidente durante a sua palestra e do lado direito a nossa diretora Luciene P. Jodar e Marta A. Machado.

Vila Mariana realiza 1º Fórum das Pessoas com Deficiência

Evento teve a participação da secretária adjunta da SMPED, Marinalva Cruz, e reuniu cerca de 50 pessoas no último sábado

O 1º Fórum da Pessoa com Deficiência da Vila Mariana, realizado Pastoral da Pessoa com Deficiência da Região Episcopal Ipiranga, com apoio da Prefeitura Regional Vila Mariana e da SMPED (Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência), reuniu cerca de 50 pessoas no último sábado, 30, na FAPCOM (Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação).

Coordenado pelos munícipes Márcia Nórcia e Carlos Campos, o fórum teve abertura do Frei Carlos, da Paróquia São Francisco de Assis, e contou com a participação da secretária adjunta da SMPED, Marinalva Cruz, Gilberto Frachetta, do CMPD (Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência), e Lucianna Trindade, conselheira municipal da Pessoa com Deficiência e conselheira municipal de Trânsito e Transporte, além de representantes da Fundação Dorina Nowil, Derdic, Grupo Novo Olhar, do Instituto Humanus, representado pela Sra. Marta de Almeida Machado, entre outras instituições da região.

O evento abordou temas como a acessibilidades nas ruas da Vila Mariana, com instalações de semáforos sonoros, calçadas com rampas de acesso e disponibilização de horários e paróquias com missas acessíveis com recursos de LIBRAS e audiodescrição.

Segundo a coordenadora Márcia Nórcia, o fórum ocorrerá a cada dois meses para acompanhamento das demandas levantadas e geração de novas demandas.

Conselho Pleno da OAB cria diretrizes para advogados com deficiência

Fonte: OAB

No último dia 19, o Conselho Pleno da OAB aprovou, em caráter definitivo, as diretrizes para a criação do Plano Nacional de Valorização dos Advogados com Deficiência. O Conselho aprovou, ainda, a alteração do nome Comissão Especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência para Comissão Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

De acordo com o relatório de Thiago Rodrigues de Pontes Bonfim, relator ah doc: “ao suscitar a necessidade de uma atuação nacional para fins de inclusão da advogada e do advogado com deficiência, por meio de um plano nacional de valorização e incentivo, não só é pertinente, como encontra indiscutível amparo doutrinário, normativo e jurisprudencial, cuja implementação mais uma vez demonstrará que a OAB faz seu dever de casa, ao aplicar internamente aquilo que cobra dos poderes constituídos e da sociedade com o um todo. Por isso mesmo, não podemos deixar de render nossos mais profundos respeitos e louvores à iniciativa da Comissão Especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência, cumprimentando todos os seus membros na pessoa de seu Presidente, o ilustre Conselheiro Federal Josemar Camerino dos Santos.”

Diretrizes do Plano Nacional de Valorização dos Advogados com Deficiência

Veja abaixo as diretrizes aprovadas para a criação do Plano Nacional de Valorização dos Advogados com Deficiência:

O CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo art. 54V, da Lei n. 8.906, de 4 de julho de 1994 – Estatuto da Advocacia e da OAB, e considerando o decidido nos autos da Proposição n. 49.0000.2017.003923-5/COP, RESOLVE:

Art. 1º Fica criada a Comissão Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, em caráter definitivo e permanente.

Art. 2º Institui o Plano Nacional de Valorização da Advogada e do Advogado com Deficiência a ser executado pela Diretoria do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccionais, Subseções e Caixas de Assistência.

Parágrafo Único – A coordenação e a execução do Plano Nacional ficará a cargo do Conselho Federal através da Comissão Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiências, Seccionais, Subseções e Caixas de Assistência, em todo o território nacional.

Art. 3º O Plano Nacional de que trata este Provimento, no fortalecimento dos direitos humanos dos advogados e advogadas com deficiência, terá como diretrizes:

I – o cadastro de forma contínua das advogadas e advogados com deficiência e aplicação de mecanismos para a realização do censo destinado à construção do perfil destes nacionalmente e por estados;

II – a instauração de parcerias entre a OAB, por meio de suas Seccionais e Subseções, com os escritórios de advocacia nos estados e municípios para o Programa de Contratação de Advogadas e Advogados com Deficiência;

III – a observância das prerrogativas para advogadas e advogados com deficiência, assim declarados, com as adaptações necessárias para acessibilidade arquitetônica, de informação e comunicação, inclusive nos sistemas e tecnologias da informação e comunicação em todo o território nacional nas sedes da OAB;

IV – a implementação de condições diferenciadas nos serviços prestados pela Caixa de Assistência dos Advogados, que atendam às necessidades específicas das advogadas e advogados com deficiência ou seus dependentes nesta condição, com assistência e suporte especial objetivando inclusão e acessibilidade;

V – a promoção do diálogo com as instituições, visando humanizar as estruturas judiciárias voltadas às pessoas com deficiência, observando a acessibilidade e garantindo o pleno exercício profissional às advogadas e advogados com deficiência;

VI – a promoção de políticas inclusivas que apoiem a advogada e o advogado com deficiência no exercício da profissão, com a adoção de incentivos a serem aplicados ao pagamento da anuidade, em patamares a serem definidos pelas Seccionais, com base em sua autonomia e suas especificidades;

VII – a promoção de políticas inclusivas que apoiem a advogada e o advogado com deficiência na sua constante qualificação, com a adoção de incentivos a serem aplicados em forma de descontos na participação de eventos realizados pela ENA e pelas ESA’s, no caso destas, em patamares a serem definidos pelas Seccionais, com base em sua autonomia e suas especificidades;

VIII – a garantia às advogadas e advogados com deficiência, acessibilidade nos serviços das salas de apoio, por meio de recursos de tecnologia assistida e funcionários auxiliares para a utilização destes recursos, garantindo ambientes de trabalho acessíveis e inclusivos;

IX – a promoção de publicação periódica de artigos, pesquisas e manuais de orientação, através da OAB Editora, tendo como tema a Pessoa com Deficiência, sua realidade social e profissional;

X – o apoio à capacitação da advogada e do advogado com deficiência, por meio de cursos da Escola Nacional de Advocacia – ENA e das Escolas Superiores de Advocacia – ESA’s;

XI – o monitoramento da criação e o funcionamento das Comissões dos Direitos das Pessoas com Deficiência, a título permanente, em todas as Seccionais e Subseções, objetivando a unificação das ações de apoio aos Advogados e Advogadas com deficiência e defesa de seus direitos em todo o território Nacional;

XII – a sensibilização e implementação de estratégias para ampliação da participação das advogadas e advogados com deficiência nas decisões das Seccionais e das Subseções;

XIII – a implementação de uma política de concessão de benefícios aos advogados e advogadas com deficiência e seus dependentes, a ser praticada pelo Conselho Federal, pelos Conselhos Seccionais e pelas Caixas de Assistência dos Advogados de todos os Estados;

XIV – a realização do Fórum Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, bem como Encontros Regionais anuais para definir ações de resguardo dos Direitos das Pessoas com Deficiência;

XV – a inserção no manual das prerrogativas, de capítulo específico que contemple as orientações acerca de prerrogativas das advogadas e advogados com deficiência;

XVI – a promoção de defesa de prerrogativa das advogadas e advogados com deficiência, será realizada em conjunto com a Comissão de Prerrogativas, visando a conscientização e reestruturação dos espaços físicos e virtuais de atuação dos advogados com deficiência;

XVII – a realização de campanhas informativas sobre as necessidades específicas para o exercício da advocacia por advogadas e advogados com deficiência;

Art. 4º Caberá ao Conselho Federal através da Comissão Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência, às Seccionais, às Subseções e às Caixas de Assistência, agregar esforços para a efetivação deste plano, estimulando audiências públicas e reuniões periódicas em todo território nacional.

Art. 5º A partir da vigência deste Provimento, caberá a cada Seccional aprovar e regulamentar, até 180 (cento e oitenta) dias da data de publicação do presente, o respectivo Plano Estadual de Valorização da Advogada e do Advogado com deficiência, respeitando as diretrizes aqui definidas.

Art. 6º O Conselho Federal deverá incluir, na Conferência Nacional, painéis com abordagem específica da realidade social e profissional da Pessoa com Deficiência, balanço dos encaminhamentos e projetos traçados, objetivando a efetivação dos direitos da Advogada e Advogado com deficiência.

Art. 7º Aplicam-se as disposições deste Provimento, no que couber, às estagiárias e aos estagiários de Direito devidamente inscritos nos quadros da Ordem.

Art. 8º. Este Provimento entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Workshop Acessíveis para Ipiranga e Região

A nossa diretora de Inclusão Marta de Almeida Machado representou o Instituto Humanus no dia 21 de setembro (Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência) através da participação do Workshop Acessíveis para Ipiranga e Região. O Evento ocorreu no SESC Ipiranga e teve a presença marcante do prefeito regional do Ipiranga Dr. Armândio Martins. bem como o palestrante Dudu Braga. Foram abordados temas como mobilidade, inclusão e acessibilidade para o bairro do Ipiranga e região. É o Instituto Humanus cada vez mais interagindo de forma ativa com todos os assuntos voltados para o universo da pessoas com deficiência.

SESC Ipiranga – Da esquerda para a direita Sr. Adolfo, Martinha, o Prefeito Regional do Ipiranga Amândio e Sandra (estagiária da prefeitura).

Martinha – força atuante no desenvolvimento das atividades do Instituto Humanus.

Palestra Deficiências gerando novas Eficiências

No último dia 15.09 o presidente do Instituto Humanus Rodolfo Sonnewend proferiu a palestra “Deficiências gerando novas Eficiência”. O evento ocorreu, no colégio Liceu Pasteur – Unidade Vergueiro das 14h00 às 16h00 e teve a audiência de coordenadores, professores e estudantes do terminale.

Abaixo, segue a palestra que foi apresentada na data.

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